Meus queridos espírito e alma, juro que eu tô louca para ver este casamento interno e dizer: finalmente!
Thursday, June 02, 2011
Integração YinYang
Meus queridos espírito e alma, juro que eu tô louca para ver este casamento interno e dizer: finalmente!
Wednesday, June 01, 2011
Força Sagrada
Dizem que a sociedade anda fálica. Engraçado, o que vejo é exatamente o contrário. O mundo anda castrado, impotente e sombrio. Esvaziaram por completo a genuína força solar do masculino. O que deveria ser reverenciado virou bode expiatório. Por que caímos nessa? Falácias é o que vivemos. Cavernas é onde habitamos. Culpados é o que buscamos. Deturparam e enfraqueceram completamente as forças sagradas do YinYang e nós deixamos. Que a vingativa ira feminina não queime os homens em fogueiras, prolongando a ainda vivida Idade das Trevas. Revanche pra quê? Luz!
Tuesday, May 31, 2011
Metamorfose
Eu não sei se o que me moveu foi a coragem ou o desespero ou outra coisa qualquer. Só sei que, em algum momento, eu me deixei mover. E agora sei também que quanto mais eu me entrego ao movimento, mais o movimento me move.
Hoje fui tomada por um riso frouxo, safado e solto que me avisou que algo está prestes a acontecer. Desconcertada, eu ria. Sem parar, só ria, ria, ria. De origem indecifrável, essa felicidade abusada e premonitória veio completamente de supetão e anunciou alegremente: o que você sonhou, por tantas encarnações, em breve, será vida.
Monday, May 30, 2011
Corpo e Alma
Itamonte, abril 2011.
“Séculos de divisão entre espírito e matéria nos deixaram distantes tanto de compreender quanto de experimentar a matéria como algo sagrado.” Marion Woodman
Sunday, May 29, 2011
Perfume de Mulher
Você a quer, eu sei. Por que você não assume logo que foi com ela que você se conectou? Não com outra, com ela. Pode ser que você não entenda, pode ser que você condene, pode ser que você lute contra. Mas a verdade é uma só: é com ela que você quer ficar. Com a prostituta-deusa. Profana, sagrada. É ela que você deseja. Fora das regras, fora das convenções, fora da lei. O seu coração bate por ela. Na fatalidade da noite, no amanhecer de um novo dia: ela. O seu pensamento hesita, mas o seu corpo continua pulsando e, incontrolavelmente, querendo ela.
Saturday, May 28, 2011
Friday, May 27, 2011
Pau que nasce torto, nunca se endireita.
As pessoas até querem mudar, mas elas não mudam por um único motivo: é trabalhoso e doloroso demais.
Fato!
Vira e mexe lembro da frase que ela me dizia: “a convivência destrói todos os mitos”. Vero! Inclusive a convivência consigo mesmo.
Big-Bang Reverso
A minha consciência anseia a síntese original, a fissão embrionária que irá liberar a criação divina, a conexão nuclear de onde irá emergir toda a potência de vida. A unidade abundante, enfim.
Thursday, May 26, 2011
Relaxando no colo do universo
Baixando a guarda. Respirando. Entregando. Confiando. Aceitando. Desmontando. Desfazendo.
Tuesday, May 24, 2011
Yang meu II
Itamonte, abril 2011.
Você é um menino e isso me irrita. Sabe por quê? Como estamos na mesma freqüência, isto quer dizer que eu ainda sou uma menina também. Humpft! Humpft! Humpft! Sim, só uma menina se apaixona por um cara porque acredita que ele tem uma energia especial. Só uma menina alimenta essa história platônica, fantasiosa e imaginária. E eu não quero mais ser uma menina. Eu preciso, quero e vou mudar. Eu vou mudar, viu?! Eu vou sair deste lugar da menina-vítima-orfã que fica esperando ser salva. Eu vou sair da toca do coelho por mim mesma. Vou crescer e sair deste buraco por conta própria. E quando eu sair do mundo subterrâneo, ninguém menos do que Pégaso estará me esperando para que eu possa voar na imortalidade da alma. No dorso da liberdade, vou sentir o sol no meu rosto, no meu corpo, na minha pele. Vou dançar loucamente e cantar abertamente: eu consegui!
Monday, May 23, 2011
Yang meu
Itamonte, abril 2011.
Ela disse para ele: por que você não é quem eu gostaria que você fosse? Você não compreende que vendo quem você é, eu percebo quem eu sou? E eu não quero ser isso que você é: menino, inseguro, desconfiado, auto-sabotador, controlador. Você era a minha esperança de que eu havia, de fato, mudado. É dura esta constatação, sabia? Tanta catarse, tanta limpeza, tanta regressão para olhar pra você e me dar conta de que eu permaneço no mesmo lugar, com as mesmas defesas e condicionamentos. Continuo a vítima-prepotente, a observadora-orgulhosa, a sensível com fachada de dura. Tudo bem que você é inteligente, sexy, espirituoso. Tudo bem que a sua conversa é incrível, que a sua alma acessa as estrelas e que a sua determinação para a mudança é genuína. Juro que eu adoro um monte de coisas em você. Sem falar no seu beijo, no seu olhar, no seu abraço quente, na sua energia... mas de que adianta você ser tudo isso, se você não se entrega ao fluxo da vida? Se rende, vai. Se joga no sentimento. Se descontrola. Faz isso por mim. Que é para eu olhar para você e finalmente saber que eu sou outra...
De Pinóquio para WALL-E
Troquei as minhas pernas de fantoche de pau por um par de pernas mecânicas. Longe de ser o ideal, mas já é um ótimo começo. Agora estou sem desculpas para ficar na caverna.
Reflexões sobre a minha vitimização
As vítimas seguem a lei da inércia e, mesmo sem lágrimas, permanecem no movimento do choro. Elas também obedecem à gravidade, rescusando-se a sair do buraco.
Vipassana = ver as coisas como elas realmente são
Vocês querem me colocar algemas?
Mas desde quando uma borboleta tem braços?
Vocês querem me enfiar numa gaiola?
Mas desde quando o mar pode ser enjaulado?
Vocês querem me dizer que caminho seguir?
Mas desde quando um pássaro precisa de rota?
Vocês querem me meter numa caverna?
Mas desde quando a luz pode ser escurecida?
Vocês querem me escravizar?
Mas desde quando a alma pode ser domada?
Sunday, May 22, 2011
A magia do desencantamento
Nada como ser forçada a ficar um pouco mais no mundo subterrâneo para retirar outro véu da ilusão.
Saturday, May 21, 2011
Tricksters, uni-vos!
Gato de Chesire, Saci-Pererê, Hermes, Zé Pilintra, Exu, Loki, Krishna, Pomba-Gira, Coringa, Carlitos, Mercúrio, uni-vos! Preguem peças em todos nós, seres pretensamente racionais e estúpidos! Provoquem a nossa falsa moral ranzinza, descortinando a espirituosa e espiritual conexão entre Logos e Eros. Que a sua alquimia bem-humorada nos transforme em deliciosas gargalhadas de vida.
Tuesday, May 17, 2011
Mea maxima culpa!
Sim, sim, sim! Eu continuo querendo controlar tudo e me ferrando por causa disso. Satisfeitos?
Discurso pronto não me convence mais
Enquanto você não sente, é tudo ficção. A mente é um labirinto e a verdade está no corpo, que nunca mente. Aí você me diz que é de Yemanjá e eu lhe pergunto: qual foi a energia de Yemanjá que você sentiu no seu corpo? O que fluiu em você? Ou você está apenas repetindo como um papagaio o que alguém lhe disse?
Monday, May 16, 2011
Morte anunciada
Quer dizer que, pelo medo que eu lhe abandone, você me abandona primeiro? Sabe, não importa o que eu lhe diga, o que eu faça, o que eu sinta por você, nada disso vai dissolver este receio infundado que você tem. Pior, quanto mais medo você tiver, mais abandonado você será. Não por mim, mas por qualquer uma.
Atrás da porta
Quando eu fechei a porta e fui embora, pensei: crônica de uma morte anunciada. O seu eterno medo que eu lhe abandonasse finalmente havia se consumado.
Atravessando a parede
Itamonte, abril 2011.
O meu querido amigo João Bortone foi quem acertou em cheio: a ordem inevitável. No caminho da alma não é possível pular etapas. Muito pelo contrário, se vacilar você só dá voltas sem sair do lugar. Reproduz mais uma vez e de novo a mesmíssima situação com pessoas diferentes, que representam espelhos iguais, até se dar conta de que precisa encontrar uma atitude nova para aquela repetição sufocante. Só quando permitimos o improvável é que a próxima dimensão nos toca conscientemente.
Transformando os equívocos do superego
Quando eu comecei a comemorar a saída do inferno, meus mentores vieram e avisaram: "calma, ainda tem mais". Desolada, respondi ironicamente: "caramba! Dá pra tomar uma Kaiser antes?" Foi quase inconcebível para mim pensar que eu ainda tinha que continuar caminhando neste lugar sombrio. Num desconsolo infinito, fechei os olhos e, de imediato, me veio à mente o título "Totem e Tabu". Well, well, well... haja fôlego para essa nova etapa, oxalá a derradeira no mundo subterrâneo.
Sunday, May 15, 2011
Se todas as deusas nos acolhem, quem somos nós para escolher uma e excluir as outras?
Itamonte, abril 2011.
Uma vez me disseram: você é filha de Yemanjá. E eu respondi: sim, sempre incorporo Yemanjá. Depois me falaram: você é de Iansã. E retruquei: sim, Iansã baixa muito em mim. Um Pai de Santo afirmou: você tem a pomba gira no corpo. E falei: sim, a pomba gira me acompanha. Ontem uma pessoa me disse: mulheres como você são de Oxum. E eu sorri: sim, Oxum vira e mexe me visita.
Saturday, May 14, 2011
Sentimentos kafkanianos
Itamonte, abril 2011.
Vertigem
Cansei das minhas repetidas repetições. E o pior, já estou consciente o bastante para saber que não posso culpar ninguém por elas. Sou eu quem cegamente caminha na direção dos mesmos erros.
Thursday, May 12, 2011
Livre
Itamonte, abril 2011.
Fale de mim. Isso fale mal de mim. Bem de mim. Me esqueça. Me entristeça. Sei lá. Me enlouqueça. Lembre todos os dias que eu existo. Todo santo dia. Me venere. Me odeie. Me ame. Me ame muito. Cada vez mais. Diga que eu não sou nada para você. Que você não viveria sem mim. Que eu sou tudo o que você sempre quis. Que você nunca se importou comigo. Que me deseja. Absurdamente. Que sempre me achou ridícula. Insensata. Linda. Ingrata. Fale. Me escreva obscenidades. Me jogue verdades. Me mande flores. Me ligue e bata o telefone na minha cara. Me bata na cara. Me beije. Me abrace. Me leia um poema de amor. Faça o que você quiser. Eu só lhe peço isso: faça aquilo que você verdadeiramente quer.
Tuesday, May 10, 2011
In Wonderland
Meu irmão Eduardo e eu na exposição O Mundo Mágico de Escher
"Eu não consigo deixar de brincar com as nossas certezas estabelecidas. Tenho grande prazer, por exemplo, em confundir deliberadamente a segunda e a terceira dimensões, plana e espacial, e ignorar a gravidade" M. C. Escher.
Monday, May 09, 2011
Sunday, May 08, 2011
Friday, May 06, 2011
Raspas e restos
Eu lhe digo: uma vez na vida, pare de pensar no que você deve fazer para o outro lhe amar. Tenha coragem de fazer o que o seu coração manda, mesmo que essa pessoa cuspa na sua cara. Alimente-se do que é seu e não das migalhas que você vive esmolando.
Thursday, May 05, 2011
Wednesday, May 04, 2011
Rebelião
Eu me recuso à submissão do “tem que”. Não “tem que” mais nada. Com ninguém. Lugar nenhum. Tempo algum. Coisa alguma. O meu verbo agora é prazer.
Moulin Rouge II
Eu me lembro como se fosse hoje do dia em que você esperou por mim na porta do meu prédio. Horas e horas se passaram e você com aquela rosa vermelha na mão. Quando eu cheguei, você já tinha ido embora, mas a sua paixão continuava lá. A sua vontade de me beijar permanecia intacta naquele lugar. Era tão poético tudo. Um dia tinha mesmo que ter fim.
Moulin Rouge
Eu lhe amei tanto. Amei o que eu gostaria que você fosse, mas amei. Projetei até não mais poder, até a ilusão ser tirada violentamente de mim e a realidade implacável cair na minha cabeça. Até você sair de cena e a cortina do palco fechar. Até todos irem embora e a luz apagar.
Tuesday, May 03, 2011
The long and winding road
Quando eu, por puro desespero, entrei nesta história de caminhada existencial, achei que iria ser jogo rápido. Dois palitos, pensei. Vou fazer a coisa acontecer de forma produtiva, afinal, quem trabalhou tanto tempo no mundo corporativo está mais do que acostumado à pressão, a metas insanas e pedidos absurdos. Refleti: vai ser moleza. Vou colocar o pé nas costas e no final comemorar com champagne e uma viagem internacional, de preferência num lugar exótico. Três anos após essa jornada, não só não tenho vontade nenhuma de viajar, como comemoração não é bem a palavra. Quem passou pelo inferno como eu, vai concordar comigo: quando começamos a ver a luz no final do túnel, temos a certeza de que não é o trem e a alegria que sentimos dispensa festas. O contentamento preenche e anuncia: ser feliz é mesmo o nosso destino, em qualquer lugar e a qualquer hora. É meio maluco isso e pode até soar arrogante, mas depois de habitar longamente uma terra desconhecida, escura e sombria, a luz não é uma surpresa. É a abundância que deve ser. Deus não é uma ficção e o aqui e agora deixa de ser uma expressão temporal. Derrotas, fracassos e desilusões deixam de ser lugares proibidos. A dor, a tristeza e o sofrimento se tornam tão banais quanto tomar um café na esquina. O medo continua, mas continua diferente. A tristeza permanece, mas bem desigual. Experimentamos sem resistência a impermanência. Quem transitou na sua própria sombra sabe: tudo é provisório. Ouvi alguém dizer: "não importa como você vive, o que realmente importa é como você se mata". Na sombra, a gente se mata. É tão simples e fácil quanto isso. É tão doloroso quanto isso. Assassinamos as máscaras, os esconderijos, as armaduras, os discursos construídos, os personagens cotidianos. Após tantos suicídios, o essencial emerge. Três anos depois e respirando livremente, sinto o prazer de estar aqui, a alegria de ser o que se é. Sem grandes planos ou metas. Sem necessidade de holofotes, medalhas ou aplausos. De pazes feita com a minha pior inimiga, a leveza me acolhe e me mostra que o teatro mais grotesco não era o que representava para os outros, mas o que eu me esforçava para atuar em mim mesma. Tranquila, aproveito o intervalo. E não tenho nenhuma grande pretensão. Estar aqui e agora me faz feliz. Somente. Mortas as ficções, o nascimento da verdade me acolhe. Eu sou eu, enfim.
Lá vem você de novo...
Ele me assegurou: “Você pode até querer ser outra, mas você é Medéia. Feiticeira, contraditória e intensa. Terrível e fascinante é o seu poder enfurecido.”
Eu até queria te dizer alguma coisa, mas a essa altura do campeonato (que campeonato será esse meu Deus?), a minha fala se foi, a minha vontade desapareceu, a minha esperança acabou. A dramaticidade do fim tomou conta de mim. Unhappy End. Well, nada que rosas vermelhas e um bilhete de amor não resolva. Acompanhado de um pedido de casamento, é claro.
Monday, May 02, 2011
Elogio ao egoísmo
Tenho me deparado com tantas pessoas que “querem fazer o bem” que ando me sentindo deslocada. Explico: de alguma forma, o que me enfada mesmo é um certo pseudo-altruísmo no ar. Muitas pessoas infelizes, mas, de todo jeito, tentando ajudar o outro a ser feliz. Para mim, isso é surreal. Parece que "fazer o bem" virou moeda social e precisa entrar na agenda, mesmo que a pessoa não dê conta da vida dela. Como eu vivo na contra-mão dos acontecimentos e já nem me dou mais ao trabalho de me perguntar porque, apenas resolvi refletir sobre o meu próprio egoísmo. Sem nenhum tipo de culpa, queria investigar os benefícios de ser uma egoísta assumida. Pensei até mesmo em escrever um texto em defesa do egoísmo. Foi quando me deparei com uma fala do Osho. Óima! Que o meu altruísmo comece por mim.
"Primeiro, reduza suas preocupações ao mínimo. Quer dizer, confine suas preocupações a si mesmo; já é o suficiente. Seja absolutamente egoísta. Sim, é isso que estou dizendo: seja absolutamente egoísta, se você quiser ajudar os outros algum dia. Se você, algum dia, quiser ser realmente altruísta, seja egoísta. Primeiro mude o seu ser. Primeiro crie uma luz dentro do seu coração, torne-se luminoso. Então você poderá ajudar os outros." “Se você não for egoísta não poderá ser altruísta.” Osho
Pinóquio
Vi essa foto minha na casa da minha dinda
Na casa da minha dinda
ouço o grilo me dizer:
a pior mentira
é aquela que contamos para nós mesmos
e a segunda pior mentira
são os fingimentos coletivos
com os quais compactuamos
Na casa da minha dinda
vem o grilo me falar:
submissão não é coisa de gente
é coisa de fantoche de pau
Na casa da minha dinda
o grilo não para de me alertar:
deixe de se comportar como marionete!
levante com a coragem de ser
criança de novo
Saturday, April 30, 2011
Pulsa, pulsa, pulsa mais...
"Vida, minha vida
Olha o que é que eu fiz
Toquei na ferida
Nos nervos, nos fios
Nos olhos dos homens
De olhos sombrios
Mas, vida, ali
Eu sei que fui feliz"
Pronto para o inesperado?
Fala aí: você é do tipo de pessoa que deixa a vida fluir ou que tolhe os acontecimentos através do controle?
Friday, April 29, 2011
Quando você foi embora, eu queria dizer: fique. Não, na verdade eu queria lhe dizer tanta coisa que nem cabia na minha boca. Não, na verdade eu só queria lhe beijar. Não, na verdade eu queria que você não parasse de me beijar nunca mais. Não, na verdade eu queria que aquele momento ficasse. Eternamente, congelasse. Não, na verdade eu queria tanta coisa, que nem sei o que eu queria mesmo. Não, na verdade eu sei o que eu queria. Sei sim. Eu queria você. De novo e mais uma vez, você.
Wednesday, April 27, 2011
Tuesday, April 26, 2011
Virginianos, uni-vos!
Ontem fui abduzida. Os extra-terrestres invadiram o meu sonho e me raptaram para uma verdadeira conspiração dos virginianos. Segundo eles, os escolhidos para organizar esta bagunça que está acabando com o Planeta Terra. E eu que nem sabia que os ETs acreditavam em astrologia. Adorei!
Thursday, April 21, 2011
Sagrado Masculino
Cruz Egípcia*
Recentemente, lendo sobre um sonho que Jung teve que o remeteu ao mito egípcio “O falo de Osíris”, acabei ficando curiosa quanto à lenda e fiz uma busca na net. Achei um texto do qual gostei bastante, por isso, colo abaixo. O autor descreve exatamente o que ando refletindo nos últimos tempos: além de resgatarmos o sagrado feminino, também precisamos resgatar o sagrado masculino. Na prática, eu não tenho a mínima idéia de como será este movimento a favor do masculino (espero sinceramente que os homens estejam pensando nisso), mas, quando acontecer, com certeza irá beneficiar muito as mulheres e o processo de cooperação e integração dos princípios opostos-complementares. Felizmente nós mulheres já estamos nos apropriando da beleza e da força do feminino real. Torço demais para que os homens também comecem a tirar o masculino dos escombros e sair deste lugar limitado a que foram lançados através do patriarcado e do discurso moralista do machismo. Sei que, hoje em dia, muitas mulheres contribuem para reforçar estes estereótipos, freqüentemente amaldiçoando o masculino. Na minha opinião, precisamos todos nos conscientizar, parar de procurar culpados e recuperar o que restou tanto do homem quanto da mulher diante do truculento jogo de poder e dominação.
“Quando Osíris é assassinado por seu irmão Seth seu corpo é desmembrado em 14 partes, segundo a versão mais aceita do mito. Ísis, esposa de Osíris, sai em busca das partes do esposo na intenção mágica de fazer com que Osíris ressuscite, só que apenas 13 partes são recuperadas, menos o falo, que fica perdido.
O falo de Osíris não recuperado por Ísis é um símbolo do que estava por vir: uma profecia.
O falo de Osíris é o símbolo do princípio masculino perdido. Assim não é só o resgate do feminino que precisa ser feito hoje em dia, o masculino, o homem verdadeiro precisa ser recuperado, pois está castrado, destituído de poder em si.
No mito egípcio, Ísis é capaz de conceber mesmo sem o falo de Osíris mostrando que o princípio feminino é capaz de gerar por si mesmo. A partenogênese prova isso.
Osíris foi desmembrado por Seth e reconstituído por Ísis e Néftis. O mito indica que o princípio feminino não só gera a vida, mas também é capaz de restabelecê-la e reorganizá-la.
Assim o mito revela seu caráter profético ao indicar a queda do masculino e ao mostrar como restabelecer o poder do masculino em nossa época: através do feminino.
(...)
As 13 partes de Osíris recuperadas nos indicam o arcano 13, a morte do Tarot. A 14ª parte indica, se recuperada, a possibilidade de uma transição para uma era de regeneração, 14 é o número do Tarot para a Temperança, que tem óbvias semelhanças com Aquário, signo da nova era, regido por Urano, regente no corpo humano das glândulas sexuais, onde está a força do espírito, a força feminina e regeneradora, a Energia Criadora, Shakti, Kundalini, Néftis, a Ísis velada e oculta em nosso corpo. No arcano 14 do Tarot vemos um anjo hermafrodita, símbolo da harmonia e da reconciliação do feminino e do masculino.” (por Fernando Augusto)
(*) "A alça oval que compõe o ankh sugere um cordão entrelaçado com as duas pontas opostas que significam os princípios feminino e masculino, fundamentais para a criação da vida. Em outras interpretações, representa a união entre as divindades Osíris e Ísis, que proporcionava a cheia periódica do Nilo, fundamental para a sobrevivência da civilização. Neste caso, o ciclo previsível e inalterável das águas era atribuído ao conceito de reencarnação, uma das principais características da crença egípcia. A linha vertical que desce exatamente do centro do laço é o ponto de intersecção dos pólos, e representa o fruto da união entre os opostos." (wikipedia)
Tuesday, April 19, 2011
Em busca do orgasmo perdido
"O orgasmo libertário de Wilhem Reich volta a ganhar força numa era de banalização do sexo." Matéria da Trip lá no blog Saúde Integrada, do Jó. Vale a pena tanto a matéria quanto o blog!
Monday, April 18, 2011
Derrotada
Acho que deve fazer parte do processo de morte-vida sentir-se derrotada. Sei lá. Mas hoje acordei e me senti assim: engolida por uma profunda derrota. Não sei bem direito, mas sentir-se derrotada é diferente de sentir-se fracassada. Já me senti fracassada. Hoje senti derrota. Começou a acontecer ontem. Escutando a Nina Simone cantando e falando no vídeo, desabei: ela tem toda razão quando diz que os sonhos nunca acontecem da forma que sonhamos. Eles acontecem, mas acontecem de outra forma. Podia ter sido com qualquer outra música, frase ou situação, mas foi com essa. Desmoronei. Eu sempre luto tanto para que as coisas ocorram da maneira que eu imagino e freqüentemente fico decepcionada porque as coisas saem diferentes. Abalada com esta óbvia ou talvez quase ridícula constatação, eu entreguei os pontos. Fui vencida pelo universo. Pois não importa o quanto eu esteja disposta a batalhar pelo que quero, Deus sempre vai escrever certo por linhas tortas. Foi isso. Hoje eu acordei e me senti absolutamente derrotada pelas linhas tortas.
É tudo verdade?
Eu respondi para ele: o meu blog sou eu e não sou eu, entende? Da mesma forma que quando eu vivo uma personagem no teatro, não sou eu, mas sou eu. No final, tudo sou eu sendo, mesmo quando o sendo não sou eu.
Reality Check
Eu pensei que eu lhe amava, mas eu nunca lhe amei. Amei o seu potencial, o que você poderia vir a ser e não quem você realmente é. Lamento.
Eu e Dona Caminhada
Por diversas vezes já tentei desistir da Dona Caminhada, mas ela, renitente que é, não larga de mim. Uma vez, perguntei: “Dona Caminhada, por que eu? E ela respondeu: “não tem porquê”. Por pura revolta, me rebelei: “ah, é? Então já adianto: nem conte mais comigo nessa. Afinal, eu mereço saber pra onde a Sra. quer me levar”. E ela, na sua costumeira calma, retrucou: “Quanto mais você ficar contestando, pior vai ser. Você sofre mais. Pare de choramingar e encare a sua sombra. Entre logo no inferno e siga a sua passada.” Assustada, questionei: “E quando eu sair, o que vai acontecer?” Ela riu: “você não perde essa mania! Primeiro entre, depois saia. Aí conversaremos de novo”.
Sunday, April 17, 2011
Sim
Contradições eternas
se apoderam vorazmente de mim
Afirmações e negações
despudoradamente passam a língua em mim
Vida e morte, vulcões e geleiras
sim, eu quero
lancem as suas sensações intensas em mim
Saturday, April 16, 2011
Solitário Anônimo
Um homem à espera da morte. No bolso, um bilhete anunciava ser de terras distantes. Não havia documentos ou posses. Seu desejo era morrer solitário e anônimo. Um impressionante documentário sobre a liberdade, a vida e a morte.
Metamorfose
Eu nem sei mais se existe um porquê. Tem o meu ser querendo ser. A minha respiração pedindo para respirar. O meu corpo exigindo pulsar. A minha voz aspirando cantar. Tem uma vontade louca de me deixar fluir, sem saber direito que volta o mundo vai dar. Bater asas e voar. Pisar no chão e enraizar. Ser rosa e abrir. E, se no final não der em nada, tudo bem. Estarei em paz. Escutei o meu coração e senti a minha alma.
O meu objetivo é não ter objetivo
A possibilidade de nos recriarmos pede a ausência de finalidade, pois o processo sem objetivo é a essência da metamorfose.
Entre superego e id, Flor.
Final da história: entre Teodoro e Vadinho (nu como sempre), Flor caminha feliz com os dois pelas ruas de Salvador.
Coragem de ser
Aos deuses eu peço: dêem-me a coragem de ser, mesmo diante das mais duras críticas e reprovações. Dêem-me a dignidade de viver conforme a minha essência para que no juízo final eu possa dizer: sim.
The long and winding road
Eu: já mudei tanto
Eles: sim, você é rápida. Mas ainda não é suficiente.
Eu: quanto falta, então?
Eles: a sua ilusão perdura, a sua fé oscila. Confie. É possível acelerar, mas não pular etapas.
Friday, April 15, 2011
Os acontecimentos são assim: acontecem para desacontecer e, desacontecendo, podem ou não acontecer de novo. E se tudo acontece e desacontece podendo ou não acontecer de novo, o que fica sou eu, acontecendo e desacontecendo no fluir dos acontecimentos e desacontecimentos que podem ou não acontecer de novo.
Fim de jogo
Um pouco irritada, ela respondeu o e-mail dele: isto é um equívoco total. Eu nunca pedi para você me salvar. Muito pelo contrário: eu sei que a única coisa que pode me levar à ressurreição é a morte. Eu juro que não sei de onde foi que você tirou essa idéia que você tinha que me socorrer. Na boa, você viajou nesse papel de enfermeiro e, agora que eu estou bem, fica fuçando distúrbios em mim para prolongar esta sua função imaginária. Que eu saiba, nós não estamos num hospital e um relacionamento não exige que ninguém tenha algum tipo de utilidade para ser amado. Pelo menos, eu não preciso que você seja útil na minha vida para eu gostar de você. Eu gosto de você por você ser você. Só. Agora, caso você tenha o sonho de salvar a vida de alguém, acho melhor você procurar outra pessoa. Eu não entro mais em jogos patológicos do tipo vítima-salvador. Nem como vítima e nem como salvadora. Bem, é isso.
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