Saturday, December 03, 2016
Wednesday, November 30, 2016
Monday, November 21, 2016
idades
Você estava certo quando me disse que vão achar que você tem 60 e eu 35. Mas que importa a data de nascimento? E mesmo que saibamos a verdade (importa?), que eu tenho 60 e você 35, essa outra verdade não vai mudar, eu continuo com 35 e você 60.
Poder
Sabe o que eu faria se estivesse em seu lugar? Seguiria obstinada sem olhar para os lados e muito menos pra trás, até empapuçar deste caminho que não leva a lugar nenhum.
Oposições
Os nossos caminhos cruzaram e depois descruzaram porque enquanto você mira o poder, eu miro o amor.
Sunday, July 03, 2016
Wednesday, June 29, 2016
Monday, May 30, 2016
Eu continuo na utopia...
A minha maior vontade nem é a de andar com pouca roupa, mas sim a de dançar nua por aí, como os índios ou as crianças, ou como os bichos. Livre de culpas seria o corpo. Isentos de julgamento seriam os olhos. E quem sabe assim, o coração teria uma chance de finalmente protagonizar a revolução.
Sunday, May 29, 2016
Leis da inércia
Hoje acordei vergada pelo peso do matriarcado e do patriarcado, pelo desconforto causado por essas estruturas de ferro e concreto construídas apenas para a manutenção do poder. No final das contas, pondero: quem é mesmo que se beneficia com as prisões geradas pela ma-pa-trix? Preciso de natureza.
Tra(d)ição
Vontade incontrolável (ou seria inconsolável?) de queimar o Alcorão, a Torá e a Bíblia num ritual satânico. De começar do zero sem papéis. De acabar com esse jogo de poder matriarcal e patriarcal existente na sociedade judaico-cristã-mulçumana. De por um fim às hierarquias, à opressão, à desigualdade e de transitar apenas em conexões horizontais e coletivas. União de pares, união de pares, união de pares.
Thursday, May 26, 2016
Tuesday, May 24, 2016
Friday, April 15, 2016
Thursday, April 07, 2016
Tuesday, March 22, 2016
Sunday, March 20, 2016
Nem Deus, nem Deusa
Com vontade de casar com a realidade lodosa e purulenta. Quem sabe, nasce lótus.
Tuesday, March 01, 2016
Inconsciente
Difícil acreditar que o invisível esteja agindo, mas está. E isso não é coisa de Deus ou do Diabo não. É do silêncio, do vazio, do imponderável. Da poesia cotidiana. Do que abre uma rosa e carcome a carne.
Friday, February 26, 2016
Morte
Sou eu o problema ou é a ansiedade que você sente quando
pensa em mim? Esta antecipação desnecessária, este medo do que está por vir, isto sim está lhe matando. Diariamente.
Monday, February 22, 2016
Thursday, February 11, 2016
2016
É no miolo que acontece o encontro do paradoxo. Melhor lugar do mundo. Entre o alto e o profundo, chão.
Wednesday, November 04, 2015
Tuesday, November 03, 2015
Se eu soubesse que era tão bom, teria pulado antes
Do outro lado do salto quântico, o aconchego te espera. Vem!
Monday, November 02, 2015
Monday, October 26, 2015
Monstros S.A.
O medo que temos do Barba Azul é o mesmo terror que temos do Diabo: encarar a sombra. Impressionante como nós, adultos, insistimos em acreditar no Bicho-Papão. O curioso é que ela, a sombra, nem é tão assombrosa quanto pintam, mas, mesmo assim, continuamos com receio de que a Cuca (quem será a Cuca?) venha nos pegar. Ainda bem que quando o meu afilhado, 4 anos, me chamou para ver Monstros S.A, ele me alertou: dinda Pat, você vai ver um filme pavoroso. Laroiê!
Sunday, October 18, 2015
Balada para uma bromélia
Sossegue, minha bromélia, hoje beija, amanhã vomita e essa semana a gente recupera a capacidade de sonhar. O importante é viver perto da poesia e longe dos instantes mortos.
Tuesday, October 13, 2015
O Dia das Crianças foi ontem?
O tempo aproveitou o dia 12 para re-revelar seu segredo: sou atemporal. As crianças riram. Os adultos sentenciaram bipolaridade e recomendaram tratamento psiquiátrico.
Monday, October 05, 2015
O sol sabe
O sol há de brilhar mais uma vez porque a ele nunca foi passado um manual de regras ou autoajuda.
Monday, August 31, 2015
Desengano
O oposto do amor nao é o ódio, é o poder.
O oposto da liberdade não é a prisão, é o medo.
O oposto do feminino nao é o masculino, é ansiedade.
O oposto da vida não é a morte, é o computador.
Sunday, May 31, 2015
Thursday, May 28, 2015
Saturday, May 16, 2015
Dust in the wind
Quanto maior a minha insignificância, maior a minha liberdade. Ser nada, coisa nenhuma, nem ovo cósmico. Apenas vento leve e invisível. Poeira interestelar. Poesia inútil.
Thursday, May 14, 2015
Tuesday, May 12, 2015
Monday, May 11, 2015
Saturno
Tempo, devora o meu coração porque quanto mais você se farta, mais eu me alimento da sua piedade.
Wednesday, April 29, 2015
Friday, April 17, 2015
Wednesday, February 11, 2015
Juro que um dia aprendo
Invejo aqueles que, por anos a fio, transitam felizes pelos caminhos da rotina. Sentimento este que me é alheio por mais de uma semana.
Wednesday, January 28, 2015
Thursday, January 22, 2015
União alquímica
O caminho do meio é uma consequência da reconciliação dos opostos e não uma meta ou uma prática imposta.
Tuesday, January 20, 2015
Casamento sagrado
Li tanto sobre este assunto, mas só quando experimentei é que entendi: a reconciliação dos opostos é a união do consciente com o inconsciente. Encontro do rio com o mar. O mais surpreendente é que o rio teve medo. Nunca imaginei isso, que o rio sentisse medo de se unir ao mar. Mas sente. O rio sente. E o mar? Estava só esperando. Destino.
Wednesday, January 07, 2015
2015
Agora que eu sou eu, tudo o que eu tiver será meu. Sem essa história de apego ou desapego. Só expressão do que é. Conteúdo definindo forma. Essência pedindo materialização.
Monday, December 22, 2014
Wednesday, December 17, 2014
Tuesday, December 09, 2014
Assim falou Zaratustra
Nos últimos anos, a palavra que eu menos quis dizer foi a que mais saiu da minha boca: não. Que chata essa fase da recusa e rebeldia para reafirmar um espaço que já nos pertence. Leão você disse, Nietzsche? Pois eu anseio pelo sim verdadeiro que sai das entranhas. Vem criança, vem.
Wednesday, December 03, 2014
"Dance, dance senão estamos perdidos"
A ansiedade é o oposto do prazer. Pergunto: como relaxar no movimento, nesta vida insana e frenética?
Saturday, November 22, 2014
Monday, November 03, 2014
Sunday, October 26, 2014
Alquimia
Fausto, Mefistófeles me confidenciou que o elixir da juventude é a ingênioidade. Já a aluzsemação, o que acelera a morte. Duvida? Observe por aí, sem pactos.
Tuesday, October 21, 2014
Oroborus
O caos gera a chave e a chave abre a fechadura da porta da fonte. Ambos invisíveis, antes de se tornarem concretos.
Sunday, August 17, 2014
Dulcinéia
Eu, que sempre achei que a guerra nunca estava perdida,
cansei de batalhas. Paz, meu querido Don Quijote, paz. Os moinhos são todos de vento.
Thursday, August 14, 2014
Monday, August 11, 2014
Aqui é Carl Jung
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Oi Carl, sou eu, Pat. Preciso bater um papo com você. Me
liga de volta? Beijos!
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Carl, você tá aí? Queria te fazer uma pergunta. Me liga. Beijos!
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Tá de mal comigo, é? Continuo esperando a sua ligação. Tô com dúvida sobre o processo alquímico e gostaria de ouvir a sua opinião. É urgente. Beijo.
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Jung, querido, sinto que você tá aí, só não entendo porque não quer
falar comigo... tudo bem, quando você resolver, me liga.
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Tudo bem o caneco. Tá achando que é quem, hein? O Papa? Ficou rico e esqueceu dos amigos? Para de ser mal educado e atende esse telefone!
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Eu de novo. Só pra você saber, já tentei conversar com os seus discípulos, mas eles são uns perdidos, uns papagaios de pirata, só repetem o
que você escreveu. Se bobear, eu pago para explicar para eles do que se trata.
Nenhum deles passou conscientemente pelo nigredo como você. Albedo e rubedo então, esquece. Ah, Jung,
atende, vai. Como sua ex-paciente e amiga de longa data, peço que você me ajude. Tô de saco cheio desse povo que faz cara de sabido, fica vomitando teoria, mas nunca vivenciou nada.
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Carl Gustav Jung, agora perdeu a graça. Você esqueceu do seu
juramento a Hipócrates? A integridade da vida e a assistência aos doentes? A
minha pergunta é simples, não vou tomar muito o seu tempo, prometo. É que rolou
um solutio. No duro, não foi só em sonho. Eu me afoguei mesmo. Jung, me liga de
volta... você sabe que não dá pra ficar deixando recado sobre esses assuntos. Beijo.
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Bem, como você não quer me atender, vou tentar explicar por
aqui mesmo, talvez assim você resolva me ligar de volta. Na quinta passada, final de tarde, me deu na telha de ir pra praia no
Farol da Barra... quando estava andando nas pedras, uma onda gigante veio e me jogou no
mar. Antes que você ache que foi sonho, não foi. Aconteceu de verdade. Aliás, essa é
uma das perguntas que tenho para você: tem diferença de solutio sonhado e
solutio real? Mas voltando, acredita que eu tava usando um vestido longo branco? Juro! Tinha decidido assim, do nada. E eu que imaginava que o afogamento da noiva fosse apenas uma metáfora... mas a água me puxou de golpe, o vestido junto pesando, me levando pro fundo... eu, desesperada, pensando: tá vendo, queria virar Iemanjá, taí, nega, ela agora vai te levar. Contando pode até parecer um desvario da minha parte, mas você me conhece, sabe que não sou de brincar com os desígnios da natureza e muito menos com a força dos arquétipos femininos que se escondem no oceano. Parecia uma lição das mais aterrorizantes. Nunca bebi tanta água salgada, nem nos tempos em que pegava morey boogie. Só não me afoguei porque a onda...
(fim da mensagem)
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Um porre, essa secretária, viu? Bem, continuando, onde é que eu
tava mesmo? Ah, eu me afoguei, melhor, quase me afoguei, mas, pasme, a mesma onda
que me levou, me trouxe de volta. Não é extraordinário? A passagem mais fundamental do solutio ao vivo e a cores. Aí, quando eu voltei para casa, claro que não imediatamente, mas depois de ter me recuperado do susto, comecei a ler o Misterium Conjunctionis e fiquei estupefata quando vi que você havia dedicado um capítulo inteiro às propriedades do Sal. Então fui associando o aguaceiro ao albedo, à diluição do ego... ah, desisto, é impossível contar uma experiência de dissolução psíquica para uma
máquina.
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Tô começando a ficar preocupada com você. Não retorna os meus telefonemas e nem responde aos meus e-mails. Aconteceu alguma coisa?
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Jung, para de se fingir de morto e atende esse telefone!!!!!!
Aqui é Carl Jung. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Olha só, não vou ficar aqui de braços cruzados esperando que a minha casa pegue fogo na próxima operação alquímica. Preciso me preparar para os riscos da projeção do inconsciente na minha vida real. Comprei uma passagem para Zurique. Chego amanhã, às 5:40, em Kloten, vôo da Swissair número SWR92. Oxalá o avião não exploda como prova de mortificatio. Se você puder me pegar no aeroporto, vou adorar. Caso contrário, pode esperar as batidas na sua porta.
Olha só, não vou ficar aqui de braços cruzados esperando que a minha casa pegue fogo na próxima operação alquímica. Preciso me preparar para os riscos da projeção do inconsciente na minha vida real. Comprei uma passagem para Zurique. Chego amanhã, às 5:40, em Kloten, vôo da Swissair número SWR92. Oxalá o avião não exploda como prova de mortificatio. Se você puder me pegar no aeroporto, vou adorar. Caso contrário, pode esperar as batidas na sua porta.
Aqui é Pat. No momento, não posso atender. Após o sinal, deixe a sua mensagem.
Pat, minha querida, sou eu, Carl. Estava num retiro de meditação tibetana e só ouvi os seus recados hoje. Te vejo no aeroporto. Feliz com o nosso reencontro. Bis morgen!
Sunday, August 10, 2014
Dia dos Pais
Quando eu era criança, uns 10 anos mais ou menos, tinha
certeza que as orelhas do meu avô Pedro, pai do meu pai, aumentavam de tamanho
a cada vez que eu o encontrava. Sem mentira nenhuma, eu acreditava piamente nisso
porque as orelhas do meu avô não eram só imensas, elas eram cada vez maiores.
Acho que em qualquer pessoa orelhas gigantes ficam feias. Em
meu avô era um charme. Uma marca própria. Ele definitivamente não seria ele sem
aquelas orelhas que cresciam sem parar.
Talvez as orelhas avantajadas se expliquem pelo fato do meu avô ter sido músico. A bem da verdade, é preciso dizer que ele também tinha uma padaria, uma fazenda e outros negócios, mas o
que todo mundo, inclusive eu, lembrava de primeira era que ele era um músico talentoso e tocava vários
instrumentos - de ouvido, claro!
Quando completei 3 anos, ele me deu um violino e um livro de partituras, acreditando que eu iria aprender a tocar o instrumento da mesma forma que ele: por conta própria. Sim, ele era um auto-didata e tinha muito orgulho disso.
Quando completei 3 anos, ele me deu um violino e um livro de partituras, acreditando que eu iria aprender a tocar o instrumento da mesma forma que ele: por conta própria. Sim, ele era um auto-didata e tinha muito orgulho disso.
Ao contrário do meu avô Pedro, que morreu com 95 anos, as minhas orelhas possuem um
tamanho aparentemente normal e, pelo que me consta, o crescimento delas não é
perceptível nem para mim e nem para os outros. Quem sabe, por essa razão, eu nunca tenha aprendido a tocar nenhum
instrumento. E por algum outro motivo, que não sei explicar, nunca tenha tentado.
Além de músico, ter uma padaria e uma fazenda, o meu avô também era poeta. Quando nos visitava em Salvador, sempre levava para mim vários poemas que havia escrito em papeizinhos soltos com a sua letra tremida. Mesmo com mal de Parkinson, fazia questão de escrever de próprio punho os seus versos. Sentávamos na varanda lá de casa e pedia para que eu lesse em voz alta os poemas que havia escrito e que, eventualmente, seriam musicados.
Além de músico, ter uma padaria e uma fazenda, o meu avô também era poeta. Quando nos visitava em Salvador, sempre levava para mim vários poemas que havia escrito em papeizinhos soltos com a sua letra tremida. Mesmo com mal de Parkinson, fazia questão de escrever de próprio punho os seus versos. Sentávamos na varanda lá de casa e pedia para que eu lesse em voz alta os poemas que havia escrito e que, eventualmente, seriam musicados.
Voltando ao violino, até hoje é um mistério familiar porque o
meu avô Pirocas, apelido pelo qual era conhecido, entre tantos netos, elegeu a
mim para receber essa relíquia de família. Sempre me achei especial por isso. No
meu imaginário infantil, eu era a escolhida.
Certa vez, perguntei aos meus pais e eles me responderam: ele gostava muito de você. Resposta besta, conclui. Suficiente para que eu, já adulta, começasse a fantasiar que a escolha dele representava uma façanha invisível do destino com um significado extraordinário, como um enigma a ser descoberto.
Pode demorar, mas ainda vou encontrar com o meu avô, que morreu quando eu tinha 15 anos e perguntar pra ele: vô, por que eu? Será que, quando eu nasci, você olhou para as minhas orelhas e acreditou que, um dia, elas também seriam tão imensas como as suas?
Certa vez, perguntei aos meus pais e eles me responderam: ele gostava muito de você. Resposta besta, conclui. Suficiente para que eu, já adulta, começasse a fantasiar que a escolha dele representava uma façanha invisível do destino com um significado extraordinário, como um enigma a ser descoberto.
Pode demorar, mas ainda vou encontrar com o meu avô, que morreu quando eu tinha 15 anos e perguntar pra ele: vô, por que eu? Será que, quando eu nasci, você olhou para as minhas orelhas e acreditou que, um dia, elas também seriam tão imensas como as suas?
Saturday, August 09, 2014
O informulado dói
Para todas as perguntas, uma resposta. Quiçá várias. Real ou imaginária. Cedo ou tarde.
Monday, July 21, 2014
Monday, June 30, 2014
Faraó... ó ó ó.
Uma vez, encontrei Blaise Pascal no carnaval em Salvador e ele, em pleno frenesi, me contou que a vida é “um nada na perspectiva do tudo e um tudo na perspectiva do
nada”. No outro dia, sóbrio, desmentiu tudo.
Tuesday, June 24, 2014
Monday, June 23, 2014
Sem saco para fórmulas de sucesso
Até o final da vida, a minha bandeira será uma só: viva o fracasso!
Sunday, June 15, 2014
Blowing in the wind
Quantas voltas o mundo tem que dar para que uma pessoa chegue ao
lugar que por direito já é dela?
Saturday, May 31, 2014
Friday, May 30, 2014
Monday, May 19, 2014
Bebendo da fonte
Tenho pra mim que uma das maiores fontes da vida é o
silêncio. Quiça a fonte do próprio uni-verso... in-verso, a-verso, re-verso. Dos
infinitos versos, dos versos de amor, dos versos do ator.
Kinkakun-Ji, out/2013
Monday, May 12, 2014
Friday, May 09, 2014
Wednesday, April 09, 2014
Inconsciente Visível no Arte da Vila
Trabalho que realizei em parceria com o fotógrafo Danilo Pericoli será exposto no Arte da Vila neste final de semana (12-13/4). Mais info sobre o evento aqui.
Sunday, March 09, 2014
Monday, February 03, 2014
Isso é um cachimbo.
YinYang: Paz.
A partir de hoje, vou passar a escrever com papel e lápis. Depois de uma jornada espiritual de 5 anos, cheguei em casa. Livre. Agora o meu mundo será concreto. Perguntei aos Deuses: por que eu? E eles me responderam: porque você acreditou. Valeu, blog! Vou cantar, dançar e dormir em paz.
Sunday, February 02, 2014
Thursday, January 30, 2014
Tuesday, January 28, 2014
Alguma coisa aconteceu...
"Sou fera, Sou
bicho, Sou anjo, E sou mulher, Sou minha mãe, Minha filha, Minha irmã, Minha
menina. Mas sou minha, Só minha, E não de quem quiser. Sou Deus, tua deusa, meu
amor."
"Não basta o
compromisso, Vale mais o coração, E já que não me entendes, Não me julgues, Não
me tentes..."
Monday, January 27, 2014
Espírito Santo
Tirei o véu de viúva. Enfim, a luz. Em breve, irei enxergar sem esforço. Por enquanto, vontade danada de usar óculos escuros diante de tanta claridade, mas seria apenas outra muleta.
Saturday, January 25, 2014
O esquecimento é uma benção
O que me trouxe até aqui está atrapalhando o próximo passo. Quase a ponto de achar que não é possível criar sem esquecer.
O poder da distração
Shakespeare, não estar preparada é tudo. Foi numa roda de samba que juntei-me aos bambas para me distrair.
Friday, January 24, 2014
Ego, seu lindo.
Ego, falei tão mal de você e ultimamente ando lhe querendo tanto. Chega de servir à minha imaturidade (id) e à sociedade (superego). Pode deixar que nunca mais lhe critico. Prometo.
Thursday, January 23, 2014
"Ninguém aprende samba no colégio"
Cansada desta instituição chamada regra, dos diplomas emoldurados da repetição, das estruturas de mando. A um triz de declarar a minha orfandade irrestrita do patriarcado e do matriarcado. Por minha conta e risco: sem rede de proteção, sem manuais, sem mentores, gurus, placas de sinalização, cursos de como fazer, cases de sucesso. Quero ser por mim. Brecha. 100% experimento. Édipo, mate o rei. Dr. Jung, vamos ver se esse tal deste Animus existe mesmo. Quanto ao feminino sagrado, já encontrei.
Tuesday, January 21, 2014
Monday, January 20, 2014
Cauda Pavonis
O sol flui. O corpo vibra. Eros nasceu. É, escuridão minha, tem mais jeito não. A pulsão de vida foi mais forte - de novo.
Sunday, January 19, 2014
O Diabo e eu
Pat: Queria bater um papo com você.
Deus: Estou lhe ouvindo.
Pat: Estava pensando em subir para a superfície, levando o Diabo comigo.
Deus: Ou sobe sozinha ou fica aí embaixo com ele.
Pat: Por quê???
Deus: Você já sabe porquê.
Pat: Ele jurou que está preparado.
Deus: E você acreditou?
Pat: Quero dar um crédito a ele.
Deus: Nem pensar.
Pat: Parece Síndrome de Estocolmo, mas depois de 4 anos no mundo subterrâneo, não posso largá-lo assim, ao que você dará.
Deus: Pode sim. Logo, logo ele vai achar uma nova companhia.
Pat: Quero que ele suba comigo.
Deus: Estou começando a desconfiar que você vai ter que ficar mais tempo enfurnada
no subsolo.
Pat: Isso não!!!
Deus: Então suba já e pare com essa conversa fiada.
Pat: Você desaprendeu a acreditar na metamorfose?
Deus: Eu tenho discernimento, coisa que você deveria ter
internalizado depois da sua longa estadia no inferno.
Pat: Eu tenho compaixão.
Deus: Se você tem compaixão, deixe-o aí.
Pat: As pessoas se transformam com os erros, viram adultas.
Deus: Ainda não é o caso dele.
Pat: Sem ele, eu não teria conseguido ver a minha sombra.
Deus: Exatamente. Ele cumpriu o papel que lhe foi destinado.
Pat: É injusto. Ele merece sair da escuridão.
Deus: Você não leu o Livro Vermelho do Jung?
Pat: Li.
Deus: E então?
Pat: O Jung é o Jung. E eu, sou eu. Quero levar o Diabo comigo.
Deus: Estou perdendo a paciência. Ou você sobe sozinha ou vou lhe largar de novo no mundo inferior.
Pat: Sem ele, eu não teria conseguido ver a minha sombra.
Deus: Exatamente. Ele cumpriu o papel que lhe foi destinado.
Pat: É injusto. Ele merece sair da escuridão.
Deus: Você não leu o Livro Vermelho do Jung?
Pat: Li.
Deus: E então?
Pat: O Jung é o Jung. E eu, sou eu. Quero levar o Diabo comigo.
Deus: Estou perdendo a paciência. Ou você sobe sozinha ou vou lhe largar de novo no mundo inferior.
Pat: Tá, tá... mas, e se ele colar em
mim e vier no vácuo?
Deus: 10, 9, 8...
Pat: Péra, eu vou. Mas deixa eu me despedir dele?
Deus: 5 minutos.
...
Pat: Eu tentei, mas não teve jeito. Você vai permanecer aqui.
Diabo: Você falou para ele que já comi muito pão amassado e que me tornei apto para deixar o breu?
Pat: Falei.
Diabo: E ele?
Pat: Lamento, vou ter que subir sem você.
Diabo: Estou condenado para o resto da minha vida. Jamais serei feliz. Simples assim: Deus não quer.
Pat: Vitimização não ajuda em nada.
Diabo: Vitimização? A única pessoa que me aceita como eu sou está indo embora...
Pat: Meu lindo, adoraria continuar esse nosso diálogo, mas, infelizmente, tenho que ser rápida. Antes de sair quero e preciso lhe dizer o que estou sentindo: eu te amo. Amo de verdade. A nossa convivência me transformou e sou profundamente grata a você. Sei que lhe confundi bastante com a minha insegurança e meus surtos infantis, mas é que eu me pelava de medo de você. Medo que você me usasse, me enganasse, me manipulasse, me traísse, me rejeitasse, me humilhasse, me abandonasse. Sei lá, medo de muita coisa, medo de não saber como lidar com você. Só quando finalmente consegui dar risada das suas peraltices, foi que percebi o quanto você é especial. Vi que a sua rebeldia é igual a minha, é a exaustão de estar num mundo onde as pessoas insistem em nos tornar limpinhos e aceitáveis. Saiba que eu confio plenamente em você, porque mesmo que as nossas artimanhas e mentiras sejam distintas, você deseja o mesmo que eu: ser livre e ser amado pelo que você é.
Diabo: Vitimização? A única pessoa que me aceita como eu sou está indo embora...
Pat: Meu lindo, adoraria continuar esse nosso diálogo, mas, infelizmente, tenho que ser rápida. Antes de sair quero e preciso lhe dizer o que estou sentindo: eu te amo. Amo de verdade. A nossa convivência me transformou e sou profundamente grata a você. Sei que lhe confundi bastante com a minha insegurança e meus surtos infantis, mas é que eu me pelava de medo de você. Medo que você me usasse, me enganasse, me manipulasse, me traísse, me rejeitasse, me humilhasse, me abandonasse. Sei lá, medo de muita coisa, medo de não saber como lidar com você. Só quando finalmente consegui dar risada das suas peraltices, foi que percebi o quanto você é especial. Vi que a sua rebeldia é igual a minha, é a exaustão de estar num mundo onde as pessoas insistem em nos tornar limpinhos e aceitáveis. Saiba que eu confio plenamente em você, porque mesmo que as nossas artimanhas e mentiras sejam distintas, você deseja o mesmo que eu: ser livre e ser amado pelo que você é.
Diabo: Desde aquele dia em que você não me julgou pelos meus erros, eu te amei. Depois disso você me criticou algumas vezes, o que foi chato, mas inócuo... eu já te amava.
Pat: Nunca alcancei que você tinha amor por mim.
Diabo: ...
Pat: Vivia focada em me defender das suas diabruras. Ok, essa é a explicação superficial. A lá do fundo é que eu desejava tanto que você gostasse de mim da minha maneira que nem compreendia que você possuía o seu jeito próprio de amar.
Diabo: ...
Pat: Vivia focada em me defender das suas diabruras. Ok, essa é a explicação superficial. A lá do fundo é que eu desejava tanto que você gostasse de mim da minha maneira que nem compreendia que você possuía o seu jeito próprio de amar.
Diabo: Me dá um abraço?
Pat: Vim aqui por isso.
Diabo: Por favor, não se esqueça de mim.
Pat: Impossível. Deus disse que
você vai colocar outra pessoa no meu lugar...
Diabo: Provável.
Pat: Entendo. É difícil ficar só. Bem, vou nessa.
Diabo: Posso fazer um pedido?
Pat: Fala.
Diabo: Me dá mais um abraço?
Pat: Somente se você me der outro de volta...
....
Pat: Difícil me separar dele. Deus, você acredita em almas gêmeas?
Deus: Era só o que me faltava. Durante 4 anos, você me implorou dia e noite para lhe tirar daí, agora que está liberada, mudou de idéia?
Pat: Naoooooo, você me livre!
Deus: Então, deixe de lenga-lenga e venha logo.
Pat: O problema não é ele, é o lugar.
Deus: Esta teimosia só dificulta a sua volta.
Pat: Bem que o Campbell comentou que na hora "h" tem gente que recusa retornar. Nunca imaginei que seria uma delas.
Deus: Pare de filosofar que isso lhe confunde.
Pat: Bem que o Campbell comentou que na hora "h" tem gente que recusa retornar. Nunca imaginei que seria uma delas.
Deus: Pare de filosofar que isso lhe confunde.
Pat: É que o Diabo não é feio como pintam. É apenas um pobre coitado como eu.
Deus: Patrícia, vou refrescar a sua memória: você vai sair porque aprendeu a ver com o coração, sem ignorar os dados de realidade. Sabemos que você o ama além dos supostos defeitos dele ou justamente por causa de suas propaladas imperfeições. Muito bem. Entretanto, continuamos com o fato de que você foi liberada, ele não.
Pat: Por que não?
Deus: Isso é da conta dele.
Pat: Retornar sozinha é chato.
Deus: Pare de olhar pra trás. Lá na frente tem gente lhe esperando.
Deus: Patrícia, vou refrescar a sua memória: você vai sair porque aprendeu a ver com o coração, sem ignorar os dados de realidade. Sabemos que você o ama além dos supostos defeitos dele ou justamente por causa de suas propaladas imperfeições. Muito bem. Entretanto, continuamos com o fato de que você foi liberada, ele não.
Pat: Por que não?
Deus: Isso é da conta dele.
Pat: Retornar sozinha é chato.
Deus: Pare de olhar pra trás. Lá na frente tem gente lhe esperando.
Pat: Promete?
Deus: Pensei que você tivesse aprendido a confiar em mim.
Pat: Pode abrir a porta. Tô pronta.
Deus: Lembre-se: cuide da sua vida e deixe que os outros vivam as deles. Cada um tem que passar pelo seu próprio juízo final.
Pat: Pode deixar.
Deus: Lembre-se: cuide da sua vida e deixe que os outros vivam as deles. Cada um tem que passar pelo seu próprio juízo final.
Pat: Pode deixar.
Deus: Vou abrir. Mesmo que a luz seja intensa, não coloque óculos
escuros. Combinado?
Pat: Combinado.
Deus: Boa sorte. A sua história começa agora.
Saturday, January 11, 2014
Eu queria que alguém gostasse de mim assim
Eu queria que alguém gostasse de mim assim: velha, gorda, desdentada; a barriga caindo no chão, o peito pendendo na cintura. O cabelo ralo, branco... branco que nem sal de frutas. Eu queria que alguém gostasse de mim quando eu estivesse usando uma dentadura, mancando com a perna direita, tremendo com as mãos. No rosto, um bigode grosso e preto logo abaixo do nariz e bem acima dos lábios murchos de uma boca com mau hálito. Quem sabe, talvez, com a comida esquecida debaixo da língua. Eu queria que alguém gostasse de mim assim, desmemoriada, gaguejando enquanto falo a palavra amor. Com a unha roída de tanta comiseração, com a pele vincada do sol da Bahia, com chulé nos pés por andar sem rumo. Eu queria que alguém me amasse assim, depois de uma semana sem tomar banho, com o meu cheiro impregnando o meu corpo, com meu cabelo cheio de lêndeas e piolhos. Imunda, suja, deplorável, com mentiras saindo pela minha garganta, com dúvidas multicoloridas piscando no meu olho esquerdo.
Friday, January 10, 2014
Deus e o diabo na terra do sol
Quando penso que já vi de tudo na Bahia, novamente me surpreendo. Fui passar o final do ano em Barra Grande, que fervia de tanta festa, quando, poucas praias adiante, me deparei com o lugar abaixo em pleno verão. Comecei a achar que o mundo (o meu, é claro; o outro, continuamos na luta) está salvo... muvuca e quietude lado a lado. Recomendo! Penísula de Maraú.
Praia de Algodões (Penísula de Maraú). Jan, 2014.
Mãe de todas as Mães. Fim e Princípio de Tudo. Eterna.
O meu ano terminou e começou com Nanã me guiando para fora do Reino dos Mortos. Gratidão profunda por sua presença.
Subscribe to:
Posts (Atom)






